Última atualização: 19/12/2025
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Contexto
Embora a Reforma Tributária tenha uma transição gradual até 2033, a partir de 01/01/2026 o governo já poderá questionar operações considerando o novo modelo tributário.
Na prática, isso significa mais rigor sobre organização, rastreabilidade e coerência fiscal — mesmo antes da vigência total.
O recado foi claro: Backoffice deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.
O que é a Reforma Tributária
A Reforma Tributária cria um novo modelo nacional de tributação, com três objetivos centrais:
Reduzir a complexidade do sistema tributário
Tornar a tributação mais justa e transparente
Estimular crescimento econômico sustentável
O que muda no modelo de impostos
O sistema atual, com múltiplos tributos, será substituído por um IVA Dual:
CBS (federal) → substitui PIS, COFINS, IOF-Seguros e IPI
IBS (estadual e municipal) → substitui ICMS e ISS
Imposto Seletivo (IS) → caráter regulatório
Cronograma da Reforma Tributária (2024 a 2033)
2024 e 2025
Leis complementares regulamentando IBS, CBS e IS
Definição de regras operacionais
Desenvolvimento dos sistemas de cobrança
Início do uso da NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços)
2026 — ponto de atenção para as agências
O ano de 2026 marca o início da fase de testes do IBS e da CBS, mas com regras importantes que evitam interpretações equivocadas.
As alíquotas do novo modelo serão fixas e padronizadas, apenas para fins de teste:
CBS: 0,9%
IBS: 0,1%
Esses valores:
não substituem todas as alíquotas atuais ainda;
não representam o modelo final da Reforma;
👉 Mesmo sendo uma fase de testes, as operações já poderão ser analisadas sob a lógica do novo modelo tributário.
Apesar das alíquotas ainda não serem definitivas, novos campos fiscais passam a existir no contexto da NFS-e.
Campos relacionados ao novo modelo
Os seguintes campos relacionados ao CBS/IBS existem para preenchimento:
Situação Tributária
Classificação Tributária
Código Indicador Operação
Simples Nacional e MEI
Empresas optantes pelo Simples Nacional, incluindo MEIs, ainda assim devem preencher os campos fiscais, pois eles se tornarão obrigatórios futuramente.
Para evitar retrabalho, a recomendação é já realizar o preenchimento.O portal de emissão irá desconsiderar automaticamente as alíquotas informadas caso elas não sejam obrigatórias no momento, garantindo que a emissão ocorra normalmente.
2027
Cobrança efetiva da CBS
Extinção do PIS e da COFINS
Extinção do IOF-Seguros
IPI zerado (com exceções)
Instituição do Imposto Seletivo
2029 a 2032
Transição gradual de ICMS e ISS para IBS
Aumento progressivo do IBS
Redução progressiva do ICMS e ISS
2033
Vigência integral do novo modelo
Extinção definitiva de ICMS e ISS
Revogação da LC 116/2003
Impactos por regime tributário
Simples Nacional e MEI
Sem mudanças práticas imediatas
Mantêm o regime atual neste momento
Ainda assim, organização documental continua sendo exigida
Lucro Presumido e Lucro Real
Participam da fase de testes em 2026
Precisam lidar com:
IBS e CBS em ambiente real
Novos campos fiscais
Maior exigência de rastreabilidade
👉 Essas agências precisam se estruturar antes de 2026, não depois.
O que muda na rotina das agências (na prática)
Com base no que já foi apresentado oficialmente, alguns pontos passam a ser críticos no dia a dia:
Rastreabilidade documental
Toda movimentação precisa ter origem, histórico e justificativa
Ajustes manuais sem lastro passam a ser risco fiscal
Controles internos mais rígidos
Receitas, taxas, repasses e DU precisam estar claramente explicados
Diferença entre valor vendido, valor recebido e comissão precisa ser auditável
Separação entre pessoa física e jurídica
Misturar despesas pessoais com despesas da agência aumenta o risco
O rigor nessa separação tende a crescer
Emissão de notas e trilha fiscal clara
Emissão de NF precisa seguir uma lógica consistente
O “jeitinho operacional” perde espaço
⚠️ Importante: este artigo será atualizado continuamente conforme novas Notas Técnicas e regulamentações forem publicadas.
Por que o backoffice passa a ser obrigatório
Com a Reforma Tributária, o foco deixa de ser apenas pagar imposto e passa a ser explicar a operação.
O governo não quer só o valor — quer entender:
De onde veio
Por que foi cobrado
Como foi distribuído
Como foi registrado
Sem histórico, sem trilha e sem organização, a agência fica vulnerável.
Onde o Monde entra nesse cenário
O Monde já oferece estrutura para:
Histórico de operações
Rastreabilidade financeira
Separação clara de receitas das vendas
Governança de dados
Organização auditável do financeiro
Ou seja: o sistema já está alinhado com a direção que a Reforma exige.
O desafio agora é uso correto, processo e disciplina operacional.
FAQ — Dúvidas comuns
A Reforma já vale totalmente em 2026?
Não. 2026 é ano de teste, mas já com possibilidade de questionamentos fiscais.
Agência do Simples precisa se preocupar agora?
Sim. Não pela alíquota, mas pela organização e rastreabilidade.
Vai mudar a forma de vender?
A venda em si não, mas a forma de registrar, justificar e controlar sim.
Esse conteúdo pode mudar?
Sim. Este artigo será atualizado conforme novas regulamentações e Notas Técnicas forem divulgadas.
Glossário rápido (siglas)
CBS = Contribuição Social sobre Bens e Serviços
COFINS = Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
CST = Código de Situação Tributária
IBS = Imposto sobre Bens e Serviços
ICMS = Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
IOF = Imposto sobre Operações Financeiras
IPI = Imposto sobre Produtos Industrializados
IS = Imposto Seletivo
ISS = Imposto sobre Serviços
IVA = Imposto sobre Valor Agregado
NBS = Nomenclatura Brasileira de Serviços
PIS = Programa de Integração Social
Conclusão
A Reforma Tributária não é um evento futuro distante.
Ela já está batendo na porta da operação das agências.
Quem se organizar agora:
reduz risco
evita retrabalho
ganha maturidade financeira
protege o negócio no longo prazo
